Paralisação continua afetando milhares de passageiros enquanto governo, sindicato e empresa buscam acordo em audiência de conciliação

SP: Greve na CPTM entra no segundo dia e mantém operação reduzida em três linhas metropolitanas — © Paulo Pinto/Agencia Brasil

Nesta quarta-feira (5), a greve dos trabalhadores da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM) chegou ao segundo dia consecutivo, mantendo o funcionamento parcial das linhas 11-Coral, 12-Safira e 13-Jade. A paralisação continua provocando mudanças na rotina de milhares de passageiros da Região Metropolitana de São Paulo, enquanto uma audiência de conciliação foi marcada para tentar solucionar o impasse entre as partes envolvidas.

Diante da continuidade do movimento, a Prefeitura de São Paulo voltou a suspender o rodízio municipal de veículos, medida adotada para reduzir os impactos no trânsito e facilitar o deslocamento da população durante o período de restrições no transporte ferroviário.

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Mesmo com a greve, parte da operação ferroviária segue em funcionamento. A Linha 11-Coral opera entre Palmeiras-Barra Funda e Guaianases, enquanto o trecho até Estudantes é atendido por ônibus do sistema emergencial. Já a Linha 12-Safira circula entre Brás e Engenheiro Goulart, com transporte complementar disponível para os passageiros que precisam seguir até Calmon Viana.

Na Linha 13-Jade, responsável pela ligação até o Aeroporto Internacional de Guarulhos, os trens continuam circulando, porém com intervalos superiores ao habitual. Para minimizar os transtornos, o sistema de ônibus de apoio também foi disponibilizado aos usuários que utilizam esse corredor ferroviário.

Além do reforço no transporte rodoviário, houve ampliação da oferta de viagens nas linhas 1-Azul, 2-Verde, 3-Vermelha e 15-Prata do Metrô, que iniciaram as operações mais cedo para absorver parte da demanda gerada pela paralisação dos trens metropolitanos.

O principal motivo da greve está relacionado às preocupações dos trabalhadores quanto à manutenção dos empregos após a transferência da operação das linhas 11, 12 e 13 para a iniciativa privada. Os representantes da categoria afirmam que desejam garantias formais de que todos os empregados serão preservados durante o processo de transição.

De acordo com informações apresentadas pelo Governo do Estado de São Paulo, parte dos servidores já foi realocada e existe o compromisso de manter os vínculos empregatícios dos profissionais remanescentes. No entanto, os sindicatos alegam que ainda faltam documentos e mecanismos que assegurem juridicamente essas garantias, motivo pelo qual decidiram manter a mobilização.

A expectativa é que a audiência de conciliação, marcada para esta quarta-feira, reúna representantes do governo estadual, da CPTM e do sindicato dos ferroviários na tentativa de construir um acordo que permita o encerramento da greve e o retorno integral da operação das linhas afetadas.

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