Investigação aponta movimentação milionária, uso de cargos comissionados e práticas ilegais ao longo de anos

FOTO: MPE/AL
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O Ministério Público do Estado de Alagoas apresentou denúncia criminal contra 16 pessoas suspeitas de integrar um esquema estruturado para desvio de recursos públicos no município de Maceió. A acusação foi formalizada por meio da 54ª Promotoria Eleitoral da Capital e aceita pela Justiça, tornando os investigados réus no processo.

De acordo com a denúncia, o grupo teria atuado de forma organizada, com divisão de funções e continuidade ao longo de vários anos. O suposto esquema envolvia práticas como “rachadinha”, lavagem de dinheiro, falsidade ideológica eleitoral, uso indevido de verbas de campanha e inserção de informações falsas em documentos públicos. A estrutura, segundo o Ministério Público, seria liderada por um vereador da capital alagoana.

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As investigações, conduzidas pela Polícia Federal, reuniram um amplo conjunto de provas. Entre os materiais analisados estão dados bancários, movimentações financeiras, registros telemáticos, mensagens extraídas de celulares, documentos apreendidos e planilhas que detalhariam repasses e despesas. Também foram identificados indícios de uso de contas intermediárias, saques fracionados e ocultação de patrimônio.

O levantamento aponta que mais de R$ 2,8 milhões teriam sido movimentados no esquema. Parte dos recursos, conforme a acusação, teria sido utilizada para custear despesas pessoais, pagamentos de aluguel, gastos com veículos e financiamento de atividades eleitorais não declaradas.

Ainda segundo o Ministério Público, a soma das penas máximas previstas pode ultrapassar milhares de anos de reclusão, considerando as diferentes acusações atribuídas a cada investigado, além de agravantes e possíveis continuidades delitivas. As penas individuais variam de acordo com o grau de participação de cada réu.

O órgão destaca que a denúncia foi apresentada com base em elementos considerados consistentes e suficientes para a abertura da ação penal. Agora, o caso seguirá para análise do Poder Judiciário, garantindo aos acusados o direito ao contraditório e à ampla defesa durante o andamento do processo.