Nova fase da investigação busca identificar envolvidos e recuperar patrimônio obtido com fraudes

Polícia Civil amplia Operação Teto de Vidro contra golpe habitacional em Alagoas — © PCAL

Nesta terça-feira (9), a Polícia Civil de Alagoas (PCAL) deflagrou a segunda fase da Operação Teto de Vidro, dando continuidade às investigações que apuram um esquema criminoso relacionado ao chamado golpe do falso cadastro habitacional. A ação teve como objetivo aprofundar a apuração dos fatos, identificar novos integrantes da organização criminosa e localizar bens que possam ser utilizados para ressarcir as vítimas dos prejuízos causados pela fraude.

A operação foi conduzida pela Delegacia de Estelionatos, sob a coordenação dos delegados Dalberth Pinheiro e Michelly Santos, que lideram as investigações desde a descoberta do esquema. As diligências ocorreram em diversos endereços ligados aos investigados e contaram com o cumprimento de mandados de busca e apreensão e outras medidas cautelares autorizadas pela Justiça.

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De acordo com a Polícia Civil, o grupo investigado é suspeito de atuar na captação de vítimas interessadas em programas habitacionais, utilizando falsas promessas de cadastramento e acesso facilitado a benefícios. A partir disso, os suspeitos teriam realizado cobranças indevidas e movimentado recursos obtidos por meio da fraude.

Durante o cumprimento das medidas judiciais, os agentes apreenderam veículos, bens de valor e materiais considerados relevantes para o avanço das investigações. Todo o material recolhido passará por análise e poderá contribuir para o rastreamento da movimentação financeira dos envolvidos e para a identificação de outros participantes do esquema.

Um dos principais focos desta nova etapa é a realização de uma ampla análise patrimonial dos investigados, permitindo identificar imóveis, veículos, ativos financeiros e outros bens que possam ter sido adquiridos com recursos provenientes da atividade criminosa. A medida busca garantir futuras ações judiciais voltadas à recuperação de valores e à reparação dos danos causados às vítimas.

Segundo a Polícia Civil, além da responsabilização criminal dos envolvidos, a operação tem como finalidade assegurar mecanismos que possibilitem o ressarcimento das vítimas, reduzindo os impactos financeiros sofridos por pessoas que acreditaram nas falsas promessas apresentadas pelos suspeitos.

A ofensiva mobilizou equipes de diferentes setores especializados da corporação, incluindo a Coordenadoria de Recursos Especiais (CORE), a Diretoria de Inteligência Policial (Dinpol), o Núcleo de Planejamento Operacional (NPO) e a Operação Policial Litorânea Integrada (Oplit). A atuação conjunta das unidades permitiu o cumprimento simultâneo das medidas judiciais e o reforço das ações de inteligência e investigação.

As diligências continuam nos próximos dias e não está descartada a adoção de novas medidas judiciais conforme o avanço das apurações. A Polícia Civil reforçou que o trabalho tem como principal objetivo desarticular completamente a estrutura criminosa, recuperar recursos obtidos de forma ilícita e garantir que os responsáveis respondam pelos crimes investigados.

A Operação Teto de Vidro integra o conjunto de ações desenvolvidas pela Polícia Civil de Alagoas no combate aos crimes de estelionato e fraudes patrimoniais, buscando proteger a população e impedir que novos golpes continuem fazendo vítimas no estado.

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