Ação integrada localizou envolvidos; crime teve motivação passional

Delegada Tacyane Ribeiro esclarece crime de homicídio do supervisor do CRB – FOTO: PC/AL

A Polícia Civil de Alagoas participou, nesta segunda-feira (26), de uma coletiva de imprensa para repassar detalhes sobre as investigações e a operação que resultou na identificação dos envolvidos no assassinato de Johanisson Lima, 33 anos, supervisor do Clube de Regatas Brasil (CRB).

A ação foi conduzida de forma integrada pela Secretaria de Estado da Segurança Pública de Alagoas (SSP/AL), Polícia Civil e Polícia Militar de Alagoas, resultando na localização do autor do crime e de seus cúmplices.

Estiveram presentes na coletiva o secretário da SSP, delegado Flávio Saraiva; o secretário executivo de Políticas de Segurança Pública, coronel Patrick Madeiro; o delegado-geral da Polícia Civil, Gustavo Xavier; a coordenadora da Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), delegada Tacyane Ribeiro; o comandante-geral da PMAL, coronel Paulo Amorim e o comandante da Rotam, major Helquias Pereira.

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Investigação integrada e confronto durante a operação

Durante a operação, os suspeitos reagiram à abordagem policial efetuando disparos contra as guarnições, que revidaram a injusta agressão. Três envolvidos foram alvejados, socorridos e encaminhados para atendimento médico, mas não resistiram aos ferimentos.

Segundo a delegada Tacyane Ribeiro, até o momento está descartada a participação da ex-companheira da vítima no homicídio. Ao todo, cinco pessoas foram identificadas na dinâmica do crime: o mandante, que segue foragido; um homem responsável por dar apoio à fuga do executor e que foi preso; e outros três envolvidos (uma mulher de 28 anos e dois homens de 27 anos) que morreram em confronto com a Polícia Militar, durante ação da Rotam.

De acordo com a investigação, a mulher e um dos homens realizavam a vigilância da vítima, enquanto o executor se deslocava em uma bicicleta.

Dinâmica do crime e motivação passional

A dinâmica do crime, conforme apurado pela equipe de local de crime, indica que Johanisson Lima foi surpreendido por trás pelo executor, que efetuou um disparo de arma de fogo na região da nuca. Após o homicídio, o autor fugiu cerca de 500 metros, abandonou a bicicleta e passou a utilizar uma motocicleta para deixar o local.

A análise de imagens revelou a atuação de uma mulher e de outro comparsa na visualização do alvo, informações que, somadas ao apoio da DMTT na identificação da motocicleta, levaram à prisão do homem que deu suporte à fuga.

Durante a operação, foram apreendidas três armas de fogo, uma pistola e dois revólveres, que serão encaminhadas à Polícia Científica para exames periciais, a fim de verificar se alguma delas foi utilizada no homicídio.

A delegada informou ainda que um dos mortos em confronto possuía extensa ficha criminal, com envolvimento em organização criminosa, homicídio e estupro coletivo, tendo recebido alvará de soltura em janeiro deste ano. Já o suspeito preso em flagrante responde por homicídio cometido em 2014 e cumpria pena em regime semiaberto.

As investigações apontam que a motivação do crime foi de natureza passional, sem relação com torcida organizada ou com a atividade profissional da vítima.

Conforme esclarecido, a ex-companheira de Johanisson teria se relacionado com o mandante do crime, encerrado o relacionamento e tentando retomar o vínculo com a vítima, o que teria motivado o assassinato.

A investigação indica ainda que o plano teria sido articulado desde dezembro e que o valor acordado para a execução foi de R$ 10 mil. Do total, R$ 4 mil teriam sido pagos em espécie antes do crime.

Diligências continuam

O mandante do crime segue foragido e a Polícia Civil de Alagoas reforça que as diligências continuam de forma ininterrupta para localizá-lo e efetuar sua prisão. Qualquer informação que auxilie na localização do foragido pode ser repassada de forma anônima e segura por meio do Disque Denúncia 181.

PC/AL