Mandados foram cumpridos em Maceió durante ofensiva nacional contra organizações criminosas

Operação da FICCO em Alagoas mira furtos à Caixa e pornografia infantil na internet — © PF/AL

A Força Integrada de Combate ao Crime Organizado em Alagoas (FICCO/AL) deflagrou, nesta terça-feira (12), a Operação Assíncrono II, com o objetivo de combater organizações criminosas investigadas por furtos contra a Caixa Econômica Federal, falsificação de documentos e crimes relacionados à exploração sexual infantil pela internet.

A ofensiva ocorreu simultaneamente em 14 estados brasileiros e teve desdobramentos importantes em Alagoas, especialmente na capital Maceió, onde equipes das forças de segurança cumpriram mandados judiciais de busca, apreensão e prisão preventiva.

Durante a operação em Alagoas, foram executados dois mandados de busca e apreensão e um mandado de prisão preventiva. Além disso, uma pessoa acabou presa em flagrante pelo crime de armazenamento de material pornográfico infantil, após a localização de conteúdos ilícitos durante o cumprimento das diligências.

A investigação é resultado de um aprofundamento da Operação Assíncrono, realizada em março de 2026, inicialmente voltada para apurar furtos e receptação de equipamentos pertencentes à Caixa Econômica Federal.

Com o avanço das apurações, as autoridades identificaram a existência de uma organização criminosa mais ampla, envolvida em diferentes modalidades criminosas. Segundo os investigadores, o grupo atuava em esquemas de falsificação de documentos veiculares, adulteração de notas fiscais e compartilhamento de conteúdos relacionados à violência sexual infantil pela internet.

As forças de segurança destacaram que os crimes investigados possuem elevada gravidade e podem resultar em penas superiores a 16 anos de prisão, dependendo da participação e do envolvimento de cada investigado nas ações criminosas.

A Operação Assíncrono II integra a mobilização nacional denominada “Força Integrada II”, coordenada pela Polícia Federal em parceria com instituições estaduais de segurança pública.

Em Alagoas, a FICCO atua de forma integrada reunindo equipes da Polícia Federal, Polícia Militar de Alagoas e Polícia Penal, fortalecendo o combate ao crime organizado por meio da troca de informações e ações conjuntas.

O modelo de atuação da força-tarefa busca ampliar a eficiência das investigações e acelerar o enfrentamento de organizações criminosas com atuação interestadual e uso de recursos tecnológicos para prática de crimes.

As investigações continuam em andamento, e a polícia não descarta novas prisões e novas fases da operação nos próximos dias.