Decisão atinge tanto voos domésticos quanto internacionais

O Irã fechou totalmente o seu espaço aéreo neste sábado, 28 de fevereiro de 2026, em meio aos ataques conjuntos lançados por Estados Unidos e Israel contra alvos militares em seu território. Segundo a Organização de Aviação Civil do Irã, foi emitido um NOTAM determinando o encerramento das operações para todos os voos, medida anunciada “até novo aviso” em razão do cenário de conflito ativo.
A decisão atinge tanto voos domésticos quanto internacionais que sobrevoariam o país, obrigando companhias aéreas a adotarem rotas alternativas e provocando forte impacto nas ligações entre Europa, Ásia e Oriente Médio, já que o espaço aéreo iraniano é corredor importante das rotas Leste–Oeste. Imagens de rastreio de voos mostram aeronaves desviando para ao norte, via Turquia e Cáucaso, ou mais ao sul, via Arábia Saudita e Mar Vermelho.
O fechamento do espaço aéreo ocorre após múltiplas explosões registradas em Teerã e outras cidades iranianas, em uma ofensiva que Israel classificou como ataque “preventivo” e que levou também países vizinhos, como Iraque e Israel, a restringirem seus próprios céus por segurança. Autoridades de aviação europeias e asiáticas emitiram recomendações para que companhias evitem a região, citando risco elevado de ações militares, defesa antiaérea e possível erro de identificação de aeronaves civis.
Especialistas alertam que a interrupção prolongada do tráfego sobre o Irã pode gerar atrasos em escala global e encarecer operações aéreas, enquanto o fechamento é mais um indicativo da gravidade da crise entre Teerã, Washington e Tel Aviv. O cenário remete a outros episódios recentes em que o Irã já havia restringido parcialmente seu espaço aéreo em momentos de tensão, mas, desta vez, a medida é mais ampla e diretamente vinculada a uma guerra em curso.
