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O dia 1º de abril é conhecido mundialmente como o Dia da Mentira, uma data marcada por brincadeiras, trotes e histórias inventadas. Apesar de amplamente celebrado, sua origem não é totalmente comprovada, sendo cercada por diferentes versões históricas.
A origem mais aceita
A explicação mais difundida remonta ao século XVI, na França. Em 1582, o rei Carlos IX adotou o calendário gregoriano, substituindo o calendário juliano.



Antes da mudança, o Ano Novo era comemorado no final de março, com festas que iam até o dia 1º de abril. Com a reforma, a data passou a ser celebrada em 1º de janeiro.
No entanto, muitas pessoas resistiram à mudança ou não ficaram sabendo dela. Essas pessoas continuaram comemorando o Ano Novo em abril e passaram a ser alvo de zombarias, sendo chamadas de “tolas de abril”. Na França, ficaram conhecidas como poisson d’avril (“peixe de abril”), termo usado até hoje.
Como a tradição se espalhou
Com o tempo, a tradição de fazer brincadeiras no dia 1º de abril se espalhou por diversos países da Europa e, posteriormente, pelo mundo. Cada cultura adaptou a data ao seu estilo:
- Na França e Itália, é comum colar peixes de papel nas costas das pessoas
- No Reino Unido, as brincadeiras costumam acontecer apenas até o meio-dia
- No Brasil, o costume chegou com influência europeia e se popularizou com jornais e rádios
O papel da imprensa
No Brasil, o Dia da Mentira ganhou força no século XIX, quando jornais passaram a publicar notícias falsas de forma proposital. Uma das mais conhecidas foi a falsa morte de uma autoridade, divulgada apenas como brincadeira.
Até hoje, veículos de comunicação e empresas entram na onda, divulgando histórias inusitadas — algumas tão bem feitas que chegam a enganar o público temporariamente.
Brincadeira com limites
Apesar do caráter divertido, especialistas alertam que as pegadinhas devem ter bom senso. Notícias falsas podem causar pânico, prejuízos ou desinformação — especialmente na era digital, em que conteúdos se espalham rapidamente.
Tradição que atravessa séculos
Mesmo com origens incertas, o Dia da Mentira permanece como uma tradição cultural que atravessa gerações. Mais do que enganar, a data virou um símbolo de humor — desde que usada com responsabilidade.
