Ícone do esporte, Oscar Schmidt morre aos 68 anos, em São Paulo, após longa batalha contra o câncer no cérebro; país se despede de um dos maiores atletas de todos os tempos

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O Brasil ficou de luto nesta sexta-feira (17), com a confirmação da morte de Oscar Schmidt, considerado o maior nome da história do basquete brasileiro e um dos maiores pontuadores do esporte mundial. O ex-jogador faleceu aos 68 anos, em São Paulo, após complicações decorrentes de um câncer no cérebro, doença contra a qual lutava há anos.
Conhecido como “Mão Santa”, Oscar construiu uma trajetória marcada por talento, recordes históricos e uma relação inabalável com a Seleção Brasileira, tornando-se um dos maiores símbolos do esporte nacional.



UMA VIDA DEDICADA AO BASQUETE
Nascido em Natal (RN), em 16 de fevereiro de 1958, Oscar iniciou sua carreira profissional no Palmeiras e rapidamente despontou como uma das maiores promessas do país. Sua consolidação veio no Sírio, onde brilhou e conquistou títulos importantes.
Com estilo único, marcado por arremessos de longa distância e precisão quase cirúrgica, logo ganhou notoriedade internacional.
CARREIRA INTERNACIONAL E RECORDE HISTÓRICO
Oscar construiu uma carreira sólida também fora do Brasil, com passagens de destaque pelo basquete europeu, especialmente na Itália e na Espanha, onde virou ídolo.
Ao longo de sua trajetória, acumulou mais de 49 mil pontos, tornando-se o maior cestinha da história do basquete mundial — marca que o consagrou definitivamente como uma lenda do esporte.
Mesmo selecionado no Draft da NBA, recusou atuar na liga norte-americana para seguir defendendo a Seleção Brasileira, decisão que marcou sua carreira e reforçou sua imagem de compromisso com o país.
HERÓI NACIONAL E MOMENTOS HISTÓRICOS
Pela Seleção Brasileira, Oscar disputou cinco Jogos Olímpicos e protagonizou um dos capítulos mais marcantes do esporte nacional: a vitória histórica sobre os Estados Unidos nos Jogos Pan-Americanos de 1987.
Naquela partida, foi decisivo e ajudou o Brasil a conquistar um triunfo considerado até hoje uma das maiores façanhas do basquete mundial.
DOENÇA E ÚLTIMOS DIAS
Oscar Schmidt enfrentava um câncer no cérebro desde a década passada, passando por cirurgias delicadas e longos períodos de tratamento. Nos últimos meses, seu quadro de saúde se agravou, exigindo cuidados mais intensivos.
De acordo com informações divulgadas por familiares e veículos de imprensa, seus últimos dias foram vividos de forma reservada, em São Paulo, ao lado da família. Mesmo diante da gravidade da doença, manteve a postura firme e otimista que sempre marcou sua trajetória.
A causa da morte está relacionada às complicações do câncer.
COMOÇÃO E REPERCUSSÃO NACIONAL
A morte de Oscar Schmidt provocou uma onda de comoção em todo o país. Clubes, atletas, autoridades e personalidades prestaram homenagens, destacando não apenas o talento em quadra, mas também o caráter e a inspiração deixados por ele.
Mensagens de pesar vieram de diferentes setores, reforçando o impacto de Oscar não apenas no esporte, mas na identidade esportiva do Brasil.
LEGADO ETERNO
Integrante do Hall da Fama do basquete, Oscar Schmidt deixa um legado que ultrapassa números. Sua história é símbolo de superação, paixão e orgulho nacional.
O “Mão Santa” se despede da vida, mas permanece eterno na memória do Brasil e na história do esporte mundial.
