São 60 criminosos e 4 policiais, dois civis e dois do BOPE; essa é a segunda maior operação na história do Rio de Janeiro

Ataques com “Drones” foram registrados contras as forças policiais – Reprodução

Uma megaoperação policial sem precedentes ocorre nesta terça-feira (28), no Rio de Janeiro, classificada como a mais letal da história do estado. Nas comunidades do Complexo do Alemão e da Penha, Zona Norte do Rio, forças de segurança — incluindo mais de 2.500 policiais civis e militares — realizam a Operação Contenção contra o Comando Vermelho (CV) para conter a expansão territorial da facção e capturar lideranças criminosas, inclusive de outros estados.

Até agora, os números oficiais indicam que ao menos 60 pessoas morreram — entre elas quatro policiais — e 81 suspeitos foram presos. Foram apreendidos, ainda, 31 fuzis, motos e grande quantidade de drogas. Durante os confrontos, outros nove agentes de segurança ficaram feridos, o que elevou a tensão na região.

A ação também gerou consequências severas para a vida cotidiana, com pelo menos 46 escolas e creches fechadas, diversas linhas de ônibus desviadas e unidades de saúde funcionando somente internamente ou com atendimento suspenso. O tráfico retaliou utilizando drones para lançar bombas e ateando fogo em barricadas, bloqueando vias importantes como a Linha Amarela e a Autoestrada Grajaú-Jacarepaguá.

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Segundo autoridades, a operação busca cumprir cerca de 100 mandados de prisão e tem apoio do Ministério Público e da Secretaria de Administração Penitenciária. Especialistas ressaltam, ainda, o uso de tecnologia e inteligência policial como diferencial nesta ofensiva, que ainda segue em andamento, com a possibilidade de novos desdobramentos e atualização dos números a qualquer momento.

O governador Cláudio Castro destacou que o esforço de combate ao crime organizado parte do estado do Rio, sem participação do governo federal, e afirma que diversas lideranças criminosas estão encurraladas pelas forças de segurança. O estado de alerta foi elevado para nível 2 e todo o efetivo policial está mobilizado, deixando clara a dimensão inédita desta megaoperação.