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Caminhoneiros autônomos de diversas regiões do Brasil iniciam nesta quinta-feira, 4 de dezembro de 2025, uma paralisação nacional em protesto por melhores condições de trabalho e políticas econômicas favoráveis à categoria. O movimento, articulado via redes sociais e grupos de WhatsApp, reflete insatisfações acumuladas com altos custos de diesel, fretes desvalorizados e falta de infraestrutura nas rodovias.
Principais reivindicações
A pauta inclui congelamento de dívidas por 12 meses com refinanciamento em até 120 meses, aposentadoria especial após 25 anos de atividade e linha de crédito de até R$ 200 mil para negativados. Outros pontos demandam isenção de IPI para renovação de frota, ampliação de pontos de descanso, suspensão temporária da Lei do Descanso e criação de uma Justiça especializada no transporte. A categoria também cobra 30% das cargas de estatais para autônomos, visando maior competitividade.
Divisões internas e adesão inicial
Embora haja convocação ampla, organizações como a União Brasileira dos Caminhoneiros estimem adesão inicial de cerca de 20%, com divisões internas: algumas lideranças contestam o ato e negam apoio unificado. Grupos pró-Bolsonaro são contestados por entidades da categoria, que enfatizam ausência de vínculo político. A mobilização ganhou força em estados como São Paulo, Mato Grosso e no Porto de Santos, mas depende de adesão espontânea.
Monitoramento e impactos potenciais
A Polícia Rodoviária Federal monitora rodovias para evitar interdições, enquanto o governo recebeu pauta protocolada na Presidência sem resposta imediata. Paralisação pode gerar congestionamentos, escassez de combustíveis e alta nos preços, afetando logística e economia. Negociações seguem incertas, com foco em revisão de tabelas de frete e condições de estrada.
Em Alagoas
A Polícia Rodoviária Federal (PRF) informa que até o momento não há nenhum registro de paralisação nas rodovias federais que cortam o estado de Alagoas.
