Militar foi atingido durante ação para retirada de barricadas em comunidade

Dois policiais militares mortos por tiros de fuzil em menos de uma semana no Rio — © PMERJ/Divulgação/Arquivo

Nesta segunda-feira (1º), uma operação da Polícia Militar do Rio de Janeiro terminou com a morte do sargento Adriano Pereira de Souza, de 36 anos, na comunidade do Faz Quem Quer, localizada em Rocha Miranda, na zona norte da capital fluminense. O policial foi baleado na cabeça durante um confronto com criminosos e não resistiu aos ferimentos.

De acordo com as informações divulgadas pela corporação, o militar participava de uma ação que tinha como principal objetivo a desarticulação de grupos criminosos, o enfraquecimento das atividades ilegais na região e a remoção de barricadas instaladas em vias públicas, estruturas frequentemente utilizadas por criminosos para dificultar a entrada das forças de segurança.

Publicidade

Após ser atingido, o sargento foi socorrido por uma aeronave da corporação e encaminhado ao Hospital Central da Polícia Militar, no bairro do Estácio. Apesar da rapidez no atendimento, ele chegou à unidade sem sinais vitais.

O policial era integrante do 9º Batalhão da Polícia Militar (9º BPM) e atuava na região norte da cidade. Durante a operação, as equipes também apreenderam um fuzil e uma pistola em um dos pontos patrulhados. Nenhum suspeito foi preso.

Em nota oficial, a Secretaria de Estado de Polícia Militar lamentou a morte do agente e prestou solidariedade aos familiares, amigos e companheiros de farda. O sargento deixa dois filhos. Até o momento, não foram divulgadas informações sobre velório e sepultamento.

A morte de Adriano ocorreu poucos dias após outro episódio violento envolvendo policiais militares no estado. Na última quinta-feira (28), o subtenente André Luiz Cardoso Eccard, de 49 anos, morreu após ser atingido por disparos de fuzil durante um patrulhamento na comunidade da Covanca, em Jacarepaguá, na zona oeste do Rio.

Na ocasião, criminosos em uma motocicleta abriram fogo contra a equipe policial. Além da morte do subtenente, outros agentes ficaram feridos durante o ataque. Eccard integrava o Grupo de Ações Táticas (GAT) e possuía mais de duas décadas de serviços prestados à corporação.

Os casos reforçam o cenário de violência enfrentado pelas forças de segurança no estado. Dados recentes apontam que 51 agentes de segurança foram baleados na Região Metropolitana do Rio de Janeiro desde o início de 2026. Desse total, 22 morreram e 29 sobreviveram aos ferimentos.

Entre os policiais militares, a situação também preocupa. Com a morte de Adriano Pereira de Souza, o número de PMs mortos em serviço ou em ações relacionadas à atividade policial chegou a 18 somente neste ano, evidenciando os desafios enfrentados diariamente pelos agentes que atuam no combate à criminalidade.

💬 Comentários (0)