
A Força Integrada de Combate ao Crime Organizado em Alagoas (FICCO/AL), com apoio do Grupo de Pronta Intervenção (GPI/AL) e do BOPE/PMAL, deflagrou nesta quarta-feira (25/02/2026) a Operação Contrato Final para desarticular uma organização criminosa especializada em fraudes bancárias e lavagem de capitais contra a Caixa Econômica Federal em Alagoas. A quadrilha atuava por meio de empresas de fachada e uso de “laranjas” para simular operações de crédito e seguros.
Ao todo, foram cumpridos 32 mandados judiciais de busca e apreensão, prisão preventiva, sequestro de bens, afastamento cautelar de função pública e quebra de sigilo de dados telemáticos em Maceió, Coruripe e São Luís do Quitunde. Nas diligências, foram apreendidas armas de fogo, veículos de luxo, balança de precisão e diversos equipamentos eletrônicos, reforçando o caráter estruturado e lucrativo do esquema.
As investigações indicam que empresários locais, com participação direta de um gerente da Caixa, usavam documentos falsos e empresas inexistentes para obter empréstimos vultosos, que eram rapidamente desviados para contas pessoais e empresas ligadas à organização. O grupo também contratava seguros de vida em nome de pessoas vulneráveis, que morriam em circunstâncias suspeitas pouco tempo após a assinatura, levantando indícios de homicídios de moradores de rua por afogamento para liberar as apólices.
A Polícia Federal destaca que fraudes contra bancos federais afetam a integridade do Sistema Financeiro Nacional e desviam recursos destinados a políticas públicas. Os envolvidos responderão por lavagem de capitais, estelionato majorado, falsidade ideológica, organização criminosa e obtenção fraudulenta de financiamento, com penas que podem ultrapassar 30 anos de prisão; os indícios de mortes suspeitas serão encaminhados à polícia competente.
A FICCO/AL é composta pela Polícia Federal, Polícia Militar de Alagoas e Polícia Penal de Alagoas.

