Investigado utilizava equipamento próprio, visualmente idêntico ao da loja, para direcionar pagamentos de clientes à própria empresa; prejuízo ultrapassa R$ 22 mil

©Reprodução / PCAL

A Polícia Civil de Alagoas prendeu em flagrante, nesta quinta-feira (29 de outubro), um funcionário suspeito de aplicar um golpe contra o estabelecimento comercial onde trabalhava, no ramo de pescados, localizado no bairro da Jatiúca, em Maceió. O homem é investigado por utilizar uma máquina de cartão semelhante à da empresa para desviar o dinheiro recebido nas vendas realizadas aos clientes.

A prisão foi realizada por equipes da Delegacia de Estelionatos da Capital, após investigações apontarem que o funcionário se aproveitava da posição que ocupava e da confiança depositada pelos responsáveis pelo estabelecimento para executar o esquema fraudulento.

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Segundo as informações apuradas, o suspeito substituía a máquina de cartão disponibilizada pela loja por um equipamento particular, da mesma marca e com aparência praticamente idêntica. Dessa maneira, os clientes realizavam os pagamentos acreditando estar utilizando o sistema oficial do estabelecimento, sem perceber que as transações estavam sendo direcionadas para outra conta.

Maquineta tinha identificação visual semelhante à da empresa

Para dificultar a descoberta da fraude, o investigado teria configurado sua máquina particular com o mesmo nome fantasia utilizado pelo estabelecimento comercial. Embora a identificação apresentada aos consumidores fosse igual à da loja, a conta bancária vinculada ao equipamento pertencia a uma empresa registrada em nome do próprio funcionário.

Com esse procedimento, os valores pagos pelos clientes eram transferidos diretamente para a conta associada ao investigado, em vez de serem creditados ao estabelecimento responsável pela comercialização dos produtos.

A estratégia permitia que as operações aparentassem ser transações comerciais legítimas, enquanto o dinheiro das vendas era desviado sem que os consumidores percebessem a irregularidade no momento do pagamento.

O prejuízo financeiro inicialmente estimado pela empresa ultrapassa R$ 22 mil. A quantia, entretanto, poderá sofrer alterações após a análise dos comprovantes e dos demais elementos recolhidos durante a investigação.

Polícia apreende equipamentos, comprovantes e duas motocicletas

Durante a operação que resultou na prisão, os policiais apreenderam materiais considerados importantes para esclarecer o funcionamento do esquema e dimensionar os valores envolvidos.

Entre os itens recolhidos estão:

  • Uma máquina de cartão que teria sido utilizada para realizar os desvios;
  • Comprovantes de pagamentos relacionados às transações investigadas;
  • Dois aparelhos celulares, que poderão fornecer informações sobre a movimentação financeira e a comunicação do suspeito;
  • Duas motocicletas, que poderão ser encaminhadas a leilão judicial, conforme os procedimentos legais, com a finalidade de contribuir para o ressarcimento do prejuízo causado à vítima.

Todo o material apreendido será submetido à análise dos investigadores. Os documentos e registros das operações financeiras poderão ajudar a identificar outras transações irregulares e estabelecer o montante total que teria sido desviado.

Suspeito foi autuado por estelionato e ficará à disposição da Justiça

Após a prisão, o funcionário foi autuado em flagrante pelo crime de estelionato, previsto no artigo 171 do Código Penal Brasileiro. A investigação busca reunir os elementos necessários para esclarecer a extensão da fraude e as circunstâncias em que os desvios foram praticados.

O suspeito permanecerá à disposição do Poder Judiciário e deverá passar por audiência de custódia, procedimento no qual será analisada a legalidade da prisão e as medidas judiciais cabíveis.

O caso chama a atenção para os riscos de fraudes envolvendo equipamentos de pagamento eletrônico, especialmente quando há utilização indevida da confiança dos consumidores e dos próprios estabelecimentos comerciais.

A Polícia Civil segue com a análise dos materiais recolhidos para aprofundar as investigações e identificar o possível alcance financeiro das irregularidades registradas no estabelecimento localizado na Jatiúca, em Maceió.

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