Estrutura metálica de passarela instalada sobre a BR-101 em São Miguel dos Campos, apresenta riscos para pedestres – FOTO: Reprodução

Moradores de São Miguel dos Campos denunciam o avançado estado de deterioração da passarela de pedestres situada no km 138 da BR-101, na travessia urbana do município, estrutura instalada para garantir uma travessia segura sobre uma das rodovias mais movimentadas do país. O que deveria ser sinônimo de proteção virou motivo de medo: pedestres apontam que partes metálicas estão visivelmente corroídas pela ferrugem, com pontos de desgaste e aparente enfraquecimento da estrutura, colocando em risco a vida de quem depende do equipamento para cruzar a rodovia.

A passarela foi implantada justamente para evitar atropelamentos em um trecho crítico, onde o fluxo intenso de veículos de carga e passeio torna a travessia em nível extremamente perigosa. Com o passar dos anos e sem manutenção adequada, os perfis metálicos passaram a apresentar corrosão acentuada, falta de pintura de proteção e sinais de abandono. Usuários relatam sensação de insegurança, temendo a queda de partes da estrutura sobre a pista.​

O cenário de descaso faz com que muitos arrisquem atravessar a BR-101 pela pista, fugindo da passarela e se expondo diretamente ao tráfego de alta velocidade. A situação se torna ainda mais grave em horários de pico, quando trabalhadores, estudantes e moradores de bairros às margens da rodovia não têm alternativa viária segura. A combinação de estrutura comprometida e fluxo intenso de pedestres e veículos é uma equação que especialistas classificam como potencialmente trágica, caso não haja intervenção imediata.

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Moradores cobram do DNIT e das autoridades municipais uma vistoria técnica urgente, com laudo estrutural, recuperação das partes corroídas, reforço metálico e melhoria da iluminação e acessibilidade. Eles lembram que recursos públicos já foram investidos para erguer a passarela, e que deixá-la se degradar até o ponto de oferecer risco à população é um retrato do abandono das obras ao longo da rodovia. Até lá, cada travessia é feita com o temor de que o equipamento que deveria salvar vidas se transforme, ele próprio, em ameaça à segurança.