Funcionários impediram o acesso acionando protocolos de emergência

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Um incidente diplomático ganhou destaque nesta semana após o governo do Equador denunciar uma tentativa de incursão de um agente do ICE, o serviço de imigração dos Estados Unidos, no consulado equatoriano em Minneapolis. Segundo o Ministério das Relações Exteriores do Equador, na manhã de terça-feira, por volta das 11h, um agente do ICE tentou entrar nas dependências consulares sem autorização, mas foi impedido por funcionários que bloquearam o acesso e acionaram protocolos de emergência para proteger cidadãos equatorianos que estavam no local.

Vídeos que circulam nas redes sociais e foram verificados por veículos de imprensa mostram um funcionário do consulado correndo até a porta e confrontando um agente mascarado, afirmando com firmeza: “Você não pode entrar aqui. Isto é um consulado; é propriedade de um governo estrangeiro”, enquanto o agente responde: “Se você me tocar, eu vou te agarrar”. Depois da negativa, o agente deixa o local, e os funcionários informam que irão telefonar às autoridades competentes. O episódio ocorre em meio a uma operação de grande escala de imigração em Minnesota, com milhares de agentes do ICE e da Patrulha de Fronteira mobilizados por determinação do presidente Donald Trump, o que aumenta a tensão em comunidades de imigrantes na região.

Em reação, o Ministério das Relações Exteriores do Equador apresentou uma nota formal de protesto à embaixada dos Estados Unidos em Quito, classificando o caso como uma “tentativa de incursão” e cobrando garantias de que episódios semelhantes não se repitam em nenhuma representação consular equatoriana em território norte‑americano. O governo equatoriano lembrou que, à luz das convenções de Viena, autoridades do país anfitrião não podem entrar em instalações consulares sem consentimento da missão estrangeira. Autoridades locais, como o vereador de Minneapolis Elliot Payne, também se manifestaram, dizendo ter conversado com o embaixador equatoriano, que procurou tranquilizar a comunidade de que seguir ao consulado continua sendo seguro.

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