Complexo educacional recebeu ações de recuperação e modernização; professores cobram reajuste salarial

Renan Filho entregou obras de revitalização do Cepa nesta quarta-feira
FOTO: LARISSA BASTOS

O governador Renan Filho entregou, nesta quarta-feira (9), a reurbanização do Centro de Educacional de Pesquisas Aplicadas, o Cepa, no bairro do Farol, em Maceió. Com 60 anos de construção, o espaço recebeu ações de recuperação e modernização, como pavimentação, arborização e acessibilidade, entre outros serviços, o que, no entanto, não impediu o Sindicato dos Trabalhadores em Educação (Sinteal) de protestar – durante a solenidade – por valorização.

“Foram muitos investimentos e obras diferentes. Recuperamos, individualmente, cada escola, o teatro Linda Mascarenhas, as piscinas, os espaços públicos. Foram muitas obras ao longo desses três anos e três meses, e ainda temos o Eixo Viário do Cepa, que muda a cara do centro educacional, deixando-o muito mais belo”, afirmou o governador.

Entre os locais recuperados estão ainda os Centros de Formação IB Gatto Falcão (Cenfor) e o de Artes e Mediações Culturais (Camec). Já o Centro de Ciências e Tecnologia de Alagoas (Cecite), onde fica o Observatório Astronômico Genival Leite, ainda está em obras.

Também foram construídos espaços lúdicos de aprendizagem entre as escolas Moreira e Silva e José Correia Titara e Vitorino da Rocha,  além de uma base do Batalhão Escolar. Já o Centro de Desporto e Recreação Professora Cleonice de Barros Lima (CDR) foi revitalizado, com implantação da coberta e do piso do ginásio.

Ao todo, o Cepa conta com 11 unidades escolares que atendem cerca de 7.300 estudantes.

“Teremos muito mais qualidade na educação, graças à possibilidade de o estudante usufruir de um ambiente seguro, confortável e com boas escolas. Estamos caminhando para transformar o Cepa num centro de ensino integral, para que o aluno chegue de manhã e saia ao final do dia, tendo acesso a esporte, cultura e lazer”, ressaltou Renan.

Sinteal

Inauguração contou com protesto do Sindicato dos Trabalhadores em Educação
FOTO: LARISSA BASTOS

A inauguração, porém, contou com um protesto do Sindicato dos Trabalhadores da Educação de Alagoas (Sinteal), que cobrou mais valorização da categoria e reajuste para os educadores. Presidente da entidade, Maria Consuelo Correia criticou a política educacional do Estado.

“Não dá para dizer que a Educação vai de vento em popa, que é a melhor, enquanto nós, que estamos no espaço escolar, nas escolas, sabemos como ela funciona na precariedade”, afirmou a sindicalista, que criticou também o investimento do governo em propaganda.

Consuelo cobrou, ainda, que o salário dos professores seja reajustado. “Repudiamos  esses 2.95% porque o que está regulamentado em lei é 6.81%, e este percentual é um direito legítimo da classe educadora. Os trabalhadores vêm dizer não a Renan e a esta política perversa”, ressaltou a presidente do Sinteal.

Segundo ela, o governador garantiu 2.95% de aumento apenas para os servidores da área que possuem nível médio – cerca de 200 profissionais que já estão aposentados. Já para os quem têm graduação, especialização, mestrado ou doutorado, ainda não foi estabelecido um percentual.

“Desde que ele assumiu, estamos conversando sobre o nosso plano de cargos e carreiras. Estamos protestando também pelo reajuste da nossa data base deste ano. O que o governo nos oferece é muito perverso e passa longe da valorização. Enquanto isso, projetos para outras categorias foram encaminhados à Assembleia e, inclusive, já passaram por votação”.

Em resposta, Renan Filho disse que o governo irá oferecer somente o possível em termos de reajuste. “A maioria dos estados não têm condição de pagar o salário em dia. Aqui, pagamos em dia e ainda oferecemos reajuste. Além disso, em ano eleitoral, não posso dar reajuste maior porque a lei eleitoral não permite, liberando apenas a recomposição inflacionária”, apontou.

Militares

Na oportunidade, o chefe do Executivo estadual falou também sobre a situação dos militares. De acordo com ele, as negociações seguem. “Estamos negociando, conversando. Apresentamos uma proposta, recebemos outra. Acredito que vamos chegar a um entendimento, mas isso é uma coisa para o próximo governo porque, este ano, só podemos dar a recomposição da inflação”, argumentou.

O governador justificou, ainda, que a Polícia Militar representa 30% do total da folha do Estado.  “Praticamente já acertamos o percentual. Está faltando apenas a distribuição. Os militares têm algumas demandas, mas o Estado tem possibilidades a observar, já que precisamos de segurança para pagar”, reforçou.

com GAZETAWEB

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