com TNH1

A polícia prendeu nesta quarta-feira, 06, um grupo suspeito de tráfico de drogas e homicídios no bairro do Jacintinho, em Maceió. Mas as práticas do grupo chamaram ainda mais atenção pela crueldade e sadismo, ao registrar em vídeo as execuções. Pelo menos uma delas ‘caiu’ nas redes sociais.

Crédito: Reprodução

As imagens são fortes, e para não chocar, o TNH1 editou o vídeo, que você assiste abaixo. As gravações são uma forma de intimidar as facções rivais, e teria sido gravado no dia 14 de novembro, na Rua Pastor Eurico Calheiros, que liga os bairros de Jacintinho e Feitosa. A vítima, segundo a polícia, seria Edmaurio José do Nascimento Júnior. A morte de Edmaurio foi registrado em matéria do TNH1.

Nas imagens, o grupo leva a vítima até o local do crime, onde ele implora para não morrer, dizendo que tem um pai e uma mãe que o amam. Ao fundo é possível ouvir uma mulher falando palavras de baixo calão e incentivando o assassinato.

De acordo com Rebeca Cordeiro, uma das delegadas que acompanham o caso, o grupo pode ter assassinado mais de dez pessoas.

“Esse grupo é responsável por seis homicídios, e quando falamos esse números a gente ressalta que são seis crimes de setembro para cá, que sabemos que foi ele. As denúncias dizem que ele já matou mais de dez pessoas no Jacintinho. No vídeo dá para reconhecer que foi o Eri que atirou no rapaz e que mostra o descaramento da quadrilha; como se dissessem ‘aqui a gente faz isso com vocês e não nos acontece nada'”, revelou a delegada.

Assista a entrevista da delegada:

AS PRISÕES

Os presos foram identificados como Jean Gleison da Silva, vulgo “Sapo”, apontado como líder do tráfico de drogas no bairro, e Erenilson Silva Firmino, o Eri, presos no bairro do Vergel do Lago, ambos capturados nas primeiras horas da manhã de hoje.

Ao longo da manhã, e outras duas prisões foram confirmadas. São dois homem identificados apenas como João e Carlinhos. Eles estavam na residência de Eri, onde a polícia encontrou uma quantidade não especificada de entorpecentes.

Todos os presos foram levados para o Complexo de Delegacias Especializadas (Code).