CINCO REPRESAS ESTÃO NA LISTA DE LOCAIS COM POSSIBILIDADE DE ROMPIMENTO

com Gazeta de Alagoas

Relatório de Segurança de Barragens 2016 da Agência Nacional das Águas (ANA), tornado público pela imprensa, ontem, indica que pelo menos 25 barragens construídas em oito estados brasileiros estão com problemas estruturais, carecem de reparos, para que se evitem acidentes. De acordo com o diagnóstico apresentado, em Alagoas cinco barragens privadas pertencentes a duas usinas, localizadas nos municípios de Teotônio Vilela e Rio Largo, estão na lista de locais com possibilidade de rompimento.

Barragens de Alagoas têm problemas estruturais (FOTO: MARCELO AMORIM)

Conforme o documento, o primeiro divulgado pela ANA após a tragédia ambiental provocada no passado por rompimento da barragem de uma mineradora, em Mariana (MG), quatro barragens pertencentes à Usina Seresta possuem vertedores insuficientes – o vertedor é a estrutura da barragem construída para o escoamento da água em caso de cheia. Já a barragem Canoas, em Rio Largo, segundo o relatório, apresenta problemas de erosão no vertedor com chance de rompimento. Os problemas foram identificados pela agência a partir de consultas com órgãos de fiscalização estadual e federal.

Apesar da citação das cinco barragens em Alagoas, o engenheiro da Secretaria Estadual de Meio Ambiente e de Recursos Hídricos (Semarh) responsável pela fiscalização, Maurício Malta, assegurou que no momento não há risco de rompimento em nenhuma delas. Ele ressaltou que o período de chuvas, quando há possibilidade dos locais encherem, já passou, embora reconheceu que, no caso da Canoas, chegou a ser necessário retirar água do local para evitar problemas com os “vertedores que estão subdimensionados”.

“Trabalhamos com a fiscalização há aproximadamente quatro anos e no caso das usinas citadas, há mais de dois anos pedimos as providências necessárias, que estão sendo tomadas. Se o vertedor for insuficiente, no caso de cheias, pode causar problemas, mas, neste momento, não há nenhum risco de rompimento”, acrescentou Malta. Ele destacou que, com base na lei, nos barramentos com mais de 15 metros de altura ou que acumulem mais de 3 milhões de metros cúbicos d’água, os proprietários são obrigados a manter plano de segurança.

Curta a página do ViaAlagoas no Facebook, @VIAalagoas no Twitter e no Instagram. WhatsApp: (82) 99113.7446.

Deixe seu comentário

Os comentários postados sobre esta matéria são de inteira responsabilidade de seus idealizadores, não representando em nenhuma instância a opinião do site Via Alagoas ou de seus colaboradores e parceiros.