Estudo foi feito pela Fundação Abrinq com base na PNAD 2015; índice no estado alcança 20%

com Gazetaweb

AL lidera ranking nacional de analfabetismo acima de 15 anos
FOTO: FERNANDO BRITO/G1

Alagoas aparece em primeiro lugar no país em analfabetismo de pessoas com idade acima de 15 anos. Estudo da Fundação Abrinq, baseado em números do Pnad 2015 (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios), divulgados nesta terça-feira (10), mostra que 16% da população nordestina com faixa etária superior a esta faixa etária é analfabeta. A região tem o pior desempenho do Brasil.

Estes números regionais da educação no Brasil podem dificultar que o país alcance as metas assumidas em 2015 nos ODSs (Objetivos de Desenvolvimento sustentável) da ONU (Organização das Nações Unidas).

Segundo a pesquisa, 8% da população brasileira acima de 15 anos é atingida pelo analfabetismo, onde na região Nordeste, a taxa é mais que o dobro da média nacional, que é de 16,2%. Apenas a região Norte, com 9,1%, tem um índice de analfabetos acima da taxa brasileira.

Percentual de analfabetos entre a população de 15 anos ou mais – Brasil e regiões:

Brasil: 8,0%

Nordeste: 16,2%

Norte: 9,1%

Centro-Oeste: 5,7%

Sudeste: 4,3%

Sul: 4,1%

Fonte: IBGE-Pnad

A maior taxa de analfabetismo do país está concentrada em cinco estados do Nordeste. Alagoas lidera a lista chegando a 20% de sua população não alfabetizada acima de 15 anos. Maranhão, Piauí, Ceará e Paraíba completam o ranking dos estados mais mal colocados.

Percentual de analfabetos entre a população de 15 anos – Estados:

Alagoas: 20%

Maranhão: 18,8%

Piauí: 18,2%

Ceará: 17,3%

Paraíba: 17,1%

Fonte: IBGE-Pnad

Ainda de acordo com o estudo, as menores taxas de analfabetismo acima de 15 anos estão no Rio de Janeiro e Distrito Federal, com 3% em ambos. Rio Grande do Sul, São Paulo e Santa Catarina vêm em seguida, com 3,5% cada um.

“O indicador de analfabetismo entre a população maior de 15 anos é capaz de mensurar a população adulta analfabeta, ou seja, aqueles que não foram alfabetizados nem enquanto estavam em idade escolar e/ou posteriormente. Além de adolescentes e jovens que, idealmente, até o final do Ensino Fundamental, ainda não haviam sido devidamente alfabetizados”, informa o estudo.

O estudo ainda abrangeu a pesquisa para crianças e adolescentes entra 10 e 17 anos, onde o resultado mostra que, no Norte e Nordeste, o percentual chegou a 5,4%, quase o cobro da média nacional, que é 2,9% e superior às demais regiões. O Centro-Oeste ficou em 1,4%, Sudeste 1,3% e Sul 1%.

Segundo a administradora da Fundação Abrinq Heloisa Oliveira, as desigualdades entre os estados detectadas no estudo podem comprometer o alcance dos resultados estabelecidos pelo pacto da ONU. “Se nada for feito, pode sim comprometer o alcance das metas. Não quer dizer que vai comprometer, porque eventualmente pode se ter uma política e um planejamento que resolvam esses problemas e façam com que a gente avance nesses desafios”, disse a administradora.

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