Diretor-presidente do órgão explica que é preciso haver integração entre Estados; preço deve ser o mesmo do atual

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Apesar do modelo da placa automobilística para países do Mercosul passar a valer no Rio de Janeiro a partir desta quarta-feira (12), o restante dos Estados do País deve adotar a novidade apenas no final do ano. O prazo dado pelo Departamento Nacional de Trânsito (Denatran) vai até 1º de dezembro de 2018.

Diretor-presidente do Detran de Alagoas e da Associação Nacional dos Detrans (AND), Antônio Carlos Gouveia explica que a ideia é que as unidades federativas passem a usar a placa em novembro. “Entendemos que o melhor momento seria princípio de novembro. Não queremos colocar de uma forma que não seja exitosa”, diz.

Ele lembra que é preciso haver uma integração entre os órgãos para que o modelo seja adotado com sucesso. “Tem que envolver a Secretaria da Fazenda, devido ao IPVA, os órgãos de trânsito, como Polícia Rodoviária, Arsal, DNIT, e as prefeituras, por causa das SMTTs. Se não estiver alinhado vira uma bagunça e fica um sistema complicado”.

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Para Gouveia, também é necessária uma integração entre os Estados. “O que adianta ter a placa em Alagoas e não ter em Recife, em Aracaju? Se você vender um carro para um Estado vizinho, ele vai ter que voltar para a placa antiga”, aponta ele, lembrando que o uso de duas placas também complicaria as fiscalizações.

Por isso, o presidente da Associação Nacional dos Detrans espera criar um pacto entre as unidades federativas para que todas elas passem a adotar o modelo num mesmo período, evitando o surgimento de erros. De acordo com ele, o Rio de Janeiro adotou a novidade antes por já se sentir apto.

“Eles estão conseguindo como aqui em Alagoas já conseguimos também. Já fizemos testes, realizamos reuniões e estamos avançando também. Mas pretendemos esperar por um excesso de zelo para que não haja falhas, para que o alagoano não coloque uma placa dessas e lá na frente tenha alguma confusão”, ressalta.

As novas placas utilizam um padrão visual diferente das atuais, com fundo branco e uma faixa azul na parte superior. Elas também terão outra sequência, utilizando quatro letras e três números (AAA0A00). O que vai definir a categoria do veículo será as cores desses caracteres.

Cacá Gouveia explica que Alagoas já fez testes de placa
FOTO: DIVULGAÇÃO

A cartela é vinculada ao Departamento Nacional de Trânsito e brasões identificarão o país, o estado e o município do automóvel. “Sou contra colocar o município porque se um carro de Maceió for vendido para Arapiraca vai ter que fazer outra placa e será mais uma despesa para o condutor”, afirmou.

De acordo com o presidente do Detran de Alagoas, a instalação do novo modelo vai custar entre R$ 130 e R$ 140, mesmo preço atual. Inicialmente, apenas carros 0km, que tiverem as placas danificadas ou que passarem por troca de categoria ou transferência precisarão adotá-lo. Os demais terão prazos de até três anos para a mudança.

O Rio de Janeiro já estipulou o custo R$ 219,35, que também é o mesmo cobrado anteriormente.

com GAZETAWEB