Reunião entre representantes das usinas, OAB e MPT, este ano – Foto: MPT

O Ministério Público do Trabalho (MPT) em Alagoas voltou a discutir o pagamento de créditos de ex-empregados das usinas Sinimbu, em Jequiá da Praia, e Seresta, no município de Teotonio Vilela, empresas em recuperação judicial e que propõem fazer o pagamento das verbas trabalhistas utilizando lotes de terras.

Em audiência realizada no mês de agosto, cujo teor foi divulgado agora em publicação do MPT, o procurador Rodrigo Alencar defendeu a quitação integral dos créditos dos trabalhadores da Sinimbu, mesmo que de forma parcela.

A usina possui débitos trabalhistas estimados em R$ 40 milhões, incluídas as multas. No entanto, ela tem crédito de cerca de R$ 400 milhões em um processo movido contra a União Federal.

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A proposta da empresa seria pagar parcialmente o valor devido com deságio de até 55%, ou seja, efetuar o pagamento dos trabalhadores com crédito de até R$22 mil, desde que eles renunciassem até 55% da quantia a receber. Já os ex-empregados que teriam a receber acima disso, seriam pagos com terrenos em loteamentos construídos pelas empresas e com valores superestimados no mercado.

No caso da usina Seresta, a empresa tem colocado lotes de terras à disposição dos ex-empregados.

De acordo com o MPT, um inquérito civil foi aberto contra a usina Sinimbu e os ex-sócios Elias Brandão Vilela e Marcos Vinicius Tenório, atuais sócios-diretores da empresa Mecânica Pesada Continental, responsável pela compra da Sinimbu.

Já um segundo inquérito foi instaurando em desfavor da usina Seresta e dos atuais sócios. Em função das propostas, as investigações terão prosseguimento e as usinas e devem voltar à mesa de discussão.

com NOVO EXTRA

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