Na mesma decisão, juiz solicitou também a abertura de inquérito para apurar informações falsas repassadas por testemunhas

Irmãos foram assassinados no Village Campestre, em 2016
FOTO: REPRODUÇÃO/TV GAZETA

O caso das mortes dos irmãos Josivaldo Ferreira Aleixo e Josenildo Ferreira Aleixo, crimes ocorridos em 2016, no bairro do Village Campestre, na parte alta de Maceió, ganhou um novo capítulo nos últimos dias. O juiz Geraldo Amorim, da 9ª Vara Criminal da Capital, pronunciou o policial militar Johnerson Simões Marcelino, que está preso, e agora ser submetido a julgamento pelo Tribunal do Júri.

Na próxima etapa do processo, Ministério Público, assistentes de acusação e a defesa têm um prazo de alguns dias para apresentar o rol de testemunhas que vão depor em plenário. A data do julgamento não foi divulgada.

Na mesma decisão, o magistrado determinou que cópias dos depoimentos de duas testemunhas do caso fossem enviadas à Polícia Civil para que sejam instaurados inquéritos que vão apurar o repasse de informações falsas e de omissão da verdade por parte dessas pessoas.

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Conforme a decisão, as testemunhas Rúbia Estevam dos Santos e Franscico Bazilio da Silva teriam omitido algumas informações ao prestarem depoimento durante o andamento do processo, o que será investigado pela Delegacia Geral de Polícia Civil.

“No mesmo sentido, deve a Autoridade Policial instaurar inquérito, também, para apurar suposto extravio de livro ou documento oficial, uma vez que este Juízo enviou ofício ao HGE requisitando a ‘cópia do livro de ocorrência do dia do fato’, sendo que a funcionária do HGE, a mesma testemunha Rúbia Estevam dos Santos, disse a este Juízo: ‘Que o setor responsável pela custódia do livro não o encontrou, mas que lhe orientaram, lá no hospital, que não é de sua responsabilidade’, no entanto, a defesa do acusado juntou aos autos suposta foto do livro de ocorrência”, diz parte da decisão.

E continua: “Encaminhe-se, ainda, cópia do depoimento da testemunha Francisco Bazilio da Silva para que a Autoridade Policial instaure inquérito policial, para apurar eventual responsabilidade por afirmação falsa, ou negativa ou omissão da verdade, diante de suas afirmações que ‘Foi de carro ao local’; ‘Que não tinha telefone’; ‘Que os meninos não tinham hábito de brincar com crianças'”.

com GAZETAWEB