Uma das figuras mais importantes da história da música, Freddie Mercury teve sua vida retratada nos cinemas em 2018, com a superprodução “Bohemian Rhapsody”. Estrelado por Rami Malek (“Mr. Robot”), o filme misturou realidade e fantasia para narrar a trajetória do vocalista do Queen e, portanto, nem tudo o que aconteceu no filme foi igual à vida real.

Da formação da banda ao desenrolar da Aids, que levou à morte de Freddie em 1991, “Bohemian Rhapsody” alterou a cronologia de alguns acontecimentos e “encurtou” outros pontos importantes da história do artista. Listamos 8 momentos importantes do filme que, na realidade, foram bem diferentes na vida real.

Realidade x ficção no filme “Bohemian Rhapsody”

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Formação do Queen

No filme, Freddie Mercury vai tietar o guitarrista Brian May e o baterista Roger Taylor, que tocavam juntos na banda Smile. Ele, então, descobre que o vocalista saiu do grupo e se candidata. A princípio, os dois músicos o rejeitam: “Quer ser vocalista com esses dentes?”, questionam. Ao ouvirem Freddie cantando, no entanto, mudam de ideia imediatamente.

Na vida real, não foi bem assim. Segundo a revista Rolling Stone, Freddie já era amigo de Tim Staffel, vocalista da Smile, e conheceu os outros músicos na Ealing Art College, em Londres, onde estudava Artes e Design. Assim que Staffel decidiu sair da banda, Freddie entrou no lugar dele.

Entrada de John Deacon

Em “Bohemian”, vemos John Deacon na banda desde o início, mas é realidade é que o Queen testou vários outros baixistas antes de chegar a Deacon, que só se juntou ao grupo em 1971, quando já nem se chamava Smile.

Freddie e Mary

O relacionamento entre o artista e Mary Austin é abordado durante todo o filme, porém a forma como eles se conheceram é bem diferente do que foi retratado nas telas.

Em “Bohemian”, o casal se encontra pela primeira vez no dia em que Freddie entra para a banda, mas na realidade, o relacionamento deles demorou bem mais para acontecer: Mary namorou Brian May por um curto período de tempo e Freddie só se interessou por ela muito tempo depois, quando o Queen já existia.

“Bohemian Rhapsody” nas rádios

Um dos pontos mais importantes do filme é o nascimento da música “Bohemian Rhapsody”. No longa, vemos o executivo Roy Foster (Mike Myers) subestimar a canção, dizendo que jamais faria sucesso porque era longa demais para tocar nas rádios e pedindo que o grupo compusesse uma música mais comercial.

No entanto, não há indícios de que este produtor tenha existido na vida real. Ainda segundo a Rolling Stone, é possível que o personagem tenha sido inspirado no executivo da EMI Roy Featherstone, que era um grande fã da banda.

Freddie e Jim

No filme, Freddie conhece Jim Hutton, seu companheiro, em uma das mega festas que organizou em sua mansão, na qual Hutton foi garçom. Na vida real, os dois se conheceram em uma boate, em torno de 1984. Na época, o cantor já era muito famoso e Hutton trabalhava como cabeleireiro.

Em entrevista o programa The Big Breakfast, de 1994, Hutton contou que não reconheceu Freddie quando o viu pela primeira vez. O casal ficou junto até o falecimento de Freddie Mercury, em 1991.

Separação da banda e carreira solo

A separação da banda também foi retratada com uma história diferente no filme, em que Freddie assina um contrato milionário para cantar solo sem consultar o resto da banda, o que faz com que o grupo se afaste dele.

Mas a realidade é que a pausa nas atividades da banda foi acordada entre todos os membros, segundo a Rolling Stone. Enfrentando um período de desgaste pós-turnê, os músicos decidiram focar em suas carreiras solo. Portanto, não houve o rompimento tenso mostrado no filme.

Live Aid

A apoteótica apresentação do Queen no Live Aid não foi um reencontro da banda, como o filme mostra. Desde o ano anterior, eles já estavam trabalhando juntos e haviam lançado o álbum “The Works”, em 1984.

Descoberta da Aids

O filme termina pouco depois de Freddie descobrir que tem Aids e contar ao restante da banda, pouco antes da apresentação no Live Aid. No entanto, o processo de tornar pública esta notícia foi bem mais complexo na vida real.

Isto porque até hoje escritores, pesquisadores e estudiosos da banda e da trajetória do cantor não entraram em um consenso sobre quando Freddie descobriu que estava doente, mas tudo indica que foi anos após o Live Aid – e não antes como o filme mostra.

Além disso, Freddie Mercury só se pronunciou oficialmente, confirmando o diagnóstico, em 23 de novembro de 1991, 24 horas antes de morrer, vítima de uma pneumonia decorrente da imunodeficiência.

com VIX

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